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Com a porta da minha alma aberta imaginei coisas impossiveis, criei sorrisos inexistentes e sentia as lágrimas quentes escorrerem sob minha pele, minhas mãos afagavam meus braços e meu sentimento aumentava, estava crente que algo mudaria mas não sabia o que. Estava a espera de uma noticia boa mas sabia também que ela não chegaria, via um retrato no espelho um retrato que para mim era de algo triste, algo doloroso e confuso é complicado explicar como você se vê com os olhos inchados e vermelhos. Havia tanta dor naquela visão, mesmo que ela estivesse meia borrada dava para ver o que transbordava por ali. Seguia meus olhos e meus pés para o outro lado virando exatamente para a porta, logo sentia algo gelado tocar minha pele me causando um imenso arrepio meus olhos estavam fechados eu apenas sentia, sentia alem de gotas frias cairem com velocidade em meu corpo sentia um vento frio passar pelo meu corpo tive uma leve impressão de que estava voando a força do vento era enorme me deixava com medo, mas o que adiantaria? ninguém estava aqui para segurar minha mão e pedi para eu ficar. Tudo o que eu via em meu eselho novamente era um coração sujo, magoado, inexpressivo. Não sei definir exatamente o que se passava naquele quadro totalmente incompleto, mas tinha quase certeza de que tudo era resumido a uma coisa solidão. Não sentia ninguém por perto se não ela contra ela mesma, era algo insuportavel de conviver, era dor por dor tristeza por tristeza. logo toda a dor e angustia passará, meus olhos se expremiam e algo quente afagava meus cabelos meus olhos se abriam eu via a luz do dia e não estava sozinha estava segura e meu coração estava preenchido. Aquele silêncio nunca foi tão reconfortante, mas algo foi mais reconfortante uma voz rouca e baixa perto da minha pele a voz apenas falava: -  por que você não parou de se mexer a noite inteira?
com a voz e meu corpo um pouco tremula lhe respondi :
-Estava com medo de não te ter essa manhã.
Meu pesadelo se foi, tudo que ficou foi um sorriso e um sentimento bom perto de mim.

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